quarta-feira, 1 de abril de 2015

Agradecimento especial

Querido amigo, acho que posso te chamar assim pela experiência que eu vivi, só não acredito que seja o mesmo com você, infelizmente.
Sou eternamente grato por cada chance, pelos conselhos, momentos em que me senti fraco e você me ajudou. Sou imensamente grato pela companhia, pela palavra de incentivo, pelos gestos carinhosos e por me mostrar alternativas onde eu não via. Sou eternamente agradecido por cada coisa que aprendi com você nesse tempo todo, como lidar (ou não) com as pessoas, como sorrir quando tem vontade de chorar, quando chorar de tanta felicidade. Amigo, você me reergueu de onde achei que não conseguiria levantar mais, eu era uma âncora - pelo menos até então me sentia assim. Você, com seu carinho peculiar, transformou meus dias em momentos melhores, minha visão de mundo se transformou. Meus horizontes abriram, comecei a enxergar as pessoas como elas realmente são e falsonão como as que crio em minhas fantasias. Sim, conheci muita gente com e por você, isso foi ótimo e, ao mesmo tempo, você me ensinou a ver a maldade, o cinismo, a crítica destrutiva, a agonia de não poder ser melhor que os outros, a maneira como se livrar de tais fardos usando métodos pouco ortodoxos. Querido amigo, queria agradecer por cada um desses ensinamentos mas não, obrigado. Não estou de volta à estaca zero, por você. Só não quero ser como você e isso me encoraja muito mais do que cada lição que aprendi ao seu lado. Então, nada mais justo do que agradecer, dentre tantas outras que te agradeci, lustrando seu ego e te tornando importante e talentoso, pelo menos pra mim. Uma pena que, por trás de tudo isso exista um vazio, uma superficiliadidade que não, em momento algum, precisarei em minha vida mas sim, eternamente grato por poder identificar pessoas egocêntricas e vazias como você e dar as costas quando for possível. Ao contrário de você, me importo incondicionalmente e não espero nada em retorno. Querido amigo, obrigado por me fazer melhor no que você pode fazer de pior para mim. Estou mais forte, mais seguro, mais experiente e cada vez mais longe de você. Espero que, diferente de mim, sua passagem pela minha vida tenha lhe gerado bons frutos, verdadeiros, não tão grandiosos quantos os seus mas verdadeiros em cada momento ou palavra. Use seu talento, criatividade e sucesso em cada momento de sua vida mas faça isso de maneira verdadeira, leve e não espere retorno. Nunca poderia te mudar da maneira que me mudou, admito isso no entanto, agora, quem está preso à âncora do orgulho e incapacidade não sou eu, uma pena que não tenha sido uma troca e sim uma mera conveniência. C'est la vie! Aproveite pois pode ter certeza, eu aproveitarei e lembrarei de você com um carinho especial, não fraternal mas um carinho cuidadoso, daqueles em que eu não me transforme à sua imagem. Mais uma vez, meus sinceros agradecimentos por me tornar uma pessoa melhor e saber, cada dia mais, em quem não devo me espelhar.
Obrigado.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Falando de menos...

Durante minha infância, uma das coisas que mais lembro é de meus avós dizendo "você tem dois ouvidos para ouvir o dobro e uma boca para falar a metade". Engraçado que, na época, isso não fazia muito sentido e, como uma pessoa muito imaginativa, ficava criando vertentes em meu pensamento de como seria uma pessoa com um ouvido, duas bocas... Por fim, me divertia com as imagens que criava e terminava por me perder em risadas. Conforme fui crescendo, a frase acima começava a fazer mais sentido e, cada ano que passava, cada experiência que me ensinava, cada pessoa que passava pela minha vida, fazia com que a frase deixasse de ser tão abstrata e fosse tomando forma - e sentido.
Hoje, aos 41 anos (demorou um pouco não é?), aprendi a duras penas o que já me havia sido dito desde criança: ouvir mais e falar menosilencio s. Mania a minha de querer interagir, acreditar que tenho que ser o psicólogo da turma, tentar encontrar explicações óbvias para o comportamento do ser humano. Ouço muito, sou um bom ouvinte mas, em compensação, também acho que, até pelo fato de deter algumas informações "confidenciais", é meu dever amenizar ou controlar situações. Ledo engano. Sempre que faço isso, embora a minha intenção seja ajudar, acabo fazendo o contrário. Tenho uma máxima (essa eu aprendi sozinho) de que "a ignorância traz a paz". Quanto menos se sabe, menos será cobrado. Pode parecer um pensamento mesquinho, individualista e egocêntrico mas sim, faz todo o sentido para mim que, quando menos espero, estou querendo ajudar alguém e acabo falando demais. Posso ficar aqui contando todas as experiências que já passei para comprovar minha tese mas não o farei. Falarei demais e é justamente isso o que me propus a não fazer, estaria entrando em contradição. Então caro amigo que me lê aqui, aprenda. Seja um bom ouvinte sim, as pessoas precisam disso mas, em contrapartida, guarde cada palavra num compartimento secreto de sua alma, aquele lugar que nem você saberá chegar quando precisar resgatar tal informação. Dessa forma você será sempre um bom amigo, um ótimo ouvinte e viverá em paz com todos mas, principalmente, com você mesmo.

Um cheiro, uma lembrança, um vício.

Sou do tipo de pessoa que tem uma ótima memória olfativa. Acho que desenvolvi em excesso esse sentido e acabei por minimizar a importância dos demais, só pode.
Certos cheiros são capazes de me transportar para outras épocas, sentir emoções singulares, transformar meu humor, trazer lembranças de pessoas que não estão mais ao meu lado (calma, também não disse que morreram, apenas se foram com o tempo).
Determinadas tardes de primavera, em algumas ruas, consigo sentir um cheiro específico, algo parecido com cheiro de mato e madeira molhada, não sei explicar, que me leva diretamente à minha infância, casa dos meus avós, tardes solitárias sentado em frente ao portão alto de madeira pintado na cor marrom escuro. Me lembro até do que pensava olhando para esse portão. Como num passe de mágica, em minha mente, eu volto a ter 9 anos de idade e consigo ter a mesma sRecordação Remembranceensação que tinha naquele momento.
Bem, isso tudo foi só para exemplificar minha memória olfativa e, no embalo, justificar a minha mania por perfumes. Sim, perfumes. Amo. Em casa eu tenho uma prateleira no meu quarto que chamo de "altar". Até as duas assaltantes que entraram em meu apartamento não resistiram à tentação e levaram 8, sim, oito frascos da minha valiosa coleção.
Modestamente falando, sou uma das pessoas mais cheirosas que conheço e quem me conhece partilha da mesma opinião. Sou fascinado por perfumes e pasmem, não necessariamente os mais caros. Tenho os meus preferidos, claro mas, sempre estou procurando outros que tenham o poder de me enfeitiçar. O Z Zegna, de Ermenegildo Zegna é, praticamente minha marca registrada tanto quanto o Arbo (Boticário). São perfumes que uso no dia a dia e, dependendo do meu estado de humor, posso usar por semanas sem enjoar.  É claro que o Eternity (CK) ou o CK Be estão na minha lista de preferidos mas também não vou falar de todos que tenho (mais de trinta). Posso dizer que ultimamente estou viciadíssimo em dois específicos: Aqva pour homme (Bvlgari) e CH Sport for Men (Carolina Herrera). Pelo amor de qualquer coisa, o que são esses perfumes? Não posso desmerecer o meu inesquecível Red Delicious (DKNY) ou meu Burberry Sport for Men (Burberry). Sou apaixonado pelos meus Diesel Fuel For Life e Diesel Fuel For Life l'Eau (Diesel) que me dão uma nítida e presente lembrança de Paris. Ahhhhh Paris, cidade que, por si só já é perfumada. Os perfumes Hugo (Hugo Boss) e Higher Energy (Dior) me transportam para aquele lugar e tenho a impressão de poder ouvir as pessoas conversando no Jardim de Luxemburgo enquanto estou deitado na grama verde e úmida, olhando para aviões cortando o céu azul numa linda noite de verão. (sim, no verão, 20 horas é claro como a tarde) . Claro, tenho todos eles e, quando vai chegando na metade do frasco, já começo a entrar em desespero para repor! Ufa, muita informação não é? Se quiser saber mais sobre meus gostos olfativos e perfumes prediletos, fique à vontade para me perguntar. Não sou perfumista e pouco entendo sobre notas de entrada ou projeção mas posso dar umas dicas imperdíveis das quais você não se arrependerá, pode ter certeza.

terça-feira, 24 de março de 2015

Respeite meu silêncio

“Nem sempre o silêncio siginifica sim. Às vezes ele significa: estou cansado de me explicar para pessoas que nem fazem questão de entender.” Simples assim.

E a vida segue.

Não é justo dizer que a vida não nos ensina. Umas vezes pelo bem, outras por mal, claro, mas não podemos dizer que não aprendemos com ela. Os ensinamentos bons nos trazem conforto, calento, alegria, são rapidamente absorvidos e, muitas vezes, colocados em segundo plano caso, um dia, voltemos a recorrer a tal ensinamento tão prazeroso. Por vezes, os ensinamentos que vem 'por mal', são os mais sofridos, profundos, marcantes e, por esse mesmo motivo, são evidenciados em nossa vida, aparecem do nada, sem serem convidados a fazer parte dos momentos. São invasivos, atrevidos, eu diria. Em muitos momentos me perguntei sobre tais eventos e as diferenças entre eles, questionamentos como 'por que' as coisas ruins nos circundam onde quer que vamos? Por que algumas coisas boas, com o tempo, parecem se transformar em ruins? Enfim, o ponto em questão é: aprendemos tanto de uma forma como de outra correto? Correto. Mas por que as ruins são mais agressivas, são inesperadas e fortuitas? Aí está a chave do sucesso! Nos perguntamos o que está acontecendo mas não nos colocamos no papel de aprendiz, apenas repudiamos. Aprendemos com os erros/escolhas mas repudiamos. Em um breve exercício mental que eu proponho é que você tente lembrar de uma única, recente ou não, experiência de ensinamento negativa que teve. Quantas vezes você já, porventura, passou pela mesma experiência antes? Talvez nesse exato momento, quem sabe? Quantas oportunidades que você teve e tem para identificar onde começa a ação negativa em você ou, no que depende de você. São vários gatilhos, poderíamos passar horas discutindo sobre cada um deles mas, por hora, vamos nos atentar a pequenos sinais alheios. Quero deixar essa história o mais sutil que possa para que não haja duplo entendimento e sim, vasto entendimento, como se fosse uma fórmula genérica. Mas enfim, tais ensinamentos negativos não parecem responder a um padrão? Já repararam nisso? Alguma vez se perguntaram "nossa, já ví esse filme antes" e negligenciaram o momento? Aquele momento em que determinada frase ou comportamento parece se repetir de um episódio anterior, aquele que você tanto tentou esmagar no fundo de sua mente mas não! Ele está de volta e você tenta passar por cima. Sim. Neste ponto, cabe a nós saber se, continuamos alimentar tal situação e, de ante mão, já sabemos onde vai dar ou, por outro lado, por um fim ali mesmo. Sim, uma coisa ruim se transformou em um ensinamento, desta vez não tão traumático mas não dispensável. Perceba os padrões nas pessoas, conversas, atitudes. As pessoas, mesmo em silêncio, podem ser ouvidas de uma maneira que você não iria acreditar. Repare. Cabe a você a decisão a ser tomada daquele ponto em diante. Precisa de mais um reforço de ensinamento? Sim, todos os dias. Eles precisam ser da pior maneira? Depende o que você permite. Lembre-se disso. Deixo com vocês uma das minhas citações preferidas e, muitas vezes, a chave para solucionar tantos mistérios.


"Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo"

Sigmund Freud

Isso já é um bom começo para nosso exercício não acham?